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INTOXICAÇÃO EM PETS POR CHOCOLATE

 

Com a chegada da Páscoa, hospitais veterinários relatam aumento nos casos de intoxicação alimentar em pets provocados pela ingestão de chocolate. Oferecida pelos tutores ou conseguida por uma distração, a guloseima pode provocar no animal desde um mal-estar leve, com náuseas, vômito e diarreia, até quadros mais graves, como arritmia cardíaca, hipertermia e hemorragia intestinal, que podem inclusive levar o animal à morte. A teobromina e a cafeína, substâncias presentes no chocolate, são as grandes vilãs para os pets. Isso porque eles metabolizam as substâncias de uma forma particular.

– Como são componentes altamente lipossolúveis, atravessam facilmente as barreiras placentárias e hematoencefálica, sendo absorvidos em boa parte do trato digestivo, principalmente estômago e intestino  – explica a veterinária Carla Alicie Berl.

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Segundo a especialista, uma vez absorvida e distribuída no organismo, a teobromina vai causar excitação, hipertensão moderada, bradicardia ou taquicardia, arritmias, tremores, ofegância e incontinência urinária. A cafeína, por sua vez, estimula e potencializa a excitação causada pela teobromina.

– Quanto mais escuro, puro e concentrado for o chocolate, mais teobromina possui e, consequentemente, maior o risco de intoxicação  –  alerta a médica veterinária.

Mas isso não quer dizer que o chocolate branco está liberado para os pets, pois a guloseima é rica em gorduras que também podem fazer mal. Pois neste caso, pode ocorrer um quadro gastroentérico (vômito e diarreia) devido à presença de lipídios. Os sintomas serão mais discretos, com uma rápida recuperação do animal depois do tratamento sintomático”, completa.

Nem um pedacinho

Outra particularidade da teobromina é a sua meia-vida, ou seja, o tempo em que fica agindo no sangue do animal. “No cão, a meia-vida da teobromina é de 17 horas, podendo ficar no organismo por até seis dias, pois sua eliminação não acontece pelos rins, somente por via hepática”, detalha a veterinária. “Para levar à toxicidade, essas substâncias não necessariamente precisam ser ingeridas em grande quantidade, de uma única vez. Doses pequenas de chocolate, que não fariam tão mal se fossem ingeridas apenas uma vez, podem levar à intoxicação se repetidas em dias sucessivos”, completa.

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A dose necessária para levar o animal a um quadro de intoxicação varia de acordo com o porte do pet e o tipo de chocolate. “Para um animal entre 2 kg e 5 kg , por exemplo, um ovo de chocolate ao leite de 100 g e 250 g pode provocar um quadro de intoxicação”, alerta.

Como tratar

Os quadros de intoxicação alimentar precisam ter o acompanhamento de um médico veterinário e a internação é recomendada. Lavagem gástrica, soro para reidratação e correção de eletrólitos são outras medidas adotadas no atendimento dos pets com o quadro de intoxicação por chocolate.

– As convulsões e arritmias devem ser monitoradas e o uso de carvão ativado pode diminuir a absorção das teobrominas, diminuindo a sua meia-vida  – finaliza a médica veterinária.

Fonte: Revista Donna

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